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Tendências e novidades sobre tecnologia e negócios

20/02/2020 | 5 min de leitura

AMcom

Conectamos pessoas à tecnologia para transformar vidas.

Vamos iniciar lembrando que, apesar de muitos acreditarem no contrário, inovar não significa simplesmente ter uma ideia genial e criar algo novo. A inovação busca soluções para problemas e necessidades internas (da própria empresa) e externas (dos clientes e do mercado), gerando assim vantagens competitivas.

O professor Soumitra Dutta, da universidade de Cornell dos Estados Unidos, tem referenciado em suas aulas para o que vem acontecendo nas últimas décadas, como Tsunami Digital. Pensando nisso, fica uma reflexão:

Por que em menos de 100 anos criamos tantas coisas que antes ainda não tinham sido criadas?

Se considerarmos apenas a era pós Cristo, até 1760 não tínhamos capacidade suficiente para desenvolver e criar melhorias para um mundo mais sustentável. Com base nisso podemos identificar que a inovação necessita de três pilares para ter sucesso:

Nesses pilares da inovação focamos muito no “NOVO” e no “ÚTIL” e não mergulhamos no “APROPRIADO”. Em minha opinião este é um pilar de grande relevância, pois muitas startups não “decolam” por não darem a devida importância para este assunto.

Isso porque algo muito disruptivo pode levar anos para que o mercado venha a reagir a favor, o que pode custar muito caro e levar tempo demais até que se possa sustentar o projeto. Talvez a ideia da gente se comunicar a distância, por exemplo,  tenha surgido muito antes de sua efetiva aceitação. Mas será que o mercado estava preparado para tamanha revolução? Pensando assim, sua ideia seria aceita pela sociedade?

Impactos para as organizações

Qual é o impacto para nossas organizações, quando falamos de inovação como estratégia e não apenas como modismo ou simplesmente um marketing de aparência? A figura abaixo representa um pouco deste novo cenário que está se apresentando para nós. Produtos e serviços digitais precisam estar conectados aos diversos ecossistemas que já existem e que irão crescer ainda mais.

Além disso, devem contar com uma plataforma inteligente e com processos mais rápidos e inteligentes. E por fim, no centro disto tudo, e não está por acaso pois realmente é o coração deste novo cenário, que é a cultura digital.

A cultura digital

Este cenário faz repensar nossa cultura, que na verdade é o maior atrito hoje dentro das organizações quando se fala em inovação. O grande aliado à inovação é a mudança, se não temos mudança nada pode ser inovado e isto faz com que a tão falada “zona de conforto” seja afetada.

O processo mexe com o ser humano diretamente porque a tendência é termos medo do desconhecido e isto limita nossa capacidade de inovar. Afinal somos cobrados por resultados, pelo que vem dando certo, mesmo que isto não garanta nosso futuro. A cultura nos trouxe até aqui, mas não garante que vai nos levar para frente.

Lideranças

O líder precisa estar preparado para este novo mindset, precisa usar da sua autonomia com responsabilidade, precisa criar um ambiente onde as pessoas não tenham medo de errar, pois errar faz parte do aprendizado. Isso vai exigir um pouco mais de proximidade dos resultados para que possa “pivotar” rapidamente se necessário. Tudo isso enquanto o erro não atingiu uma grande escala, pois quanto mais tarde percebemos o erro, maior o custo.

A ideia é boa, mas não temos certeza se é o caminho, certo? Precisa testar rápido e ajustar as velas para ventos melhores. Em uma aula de estratégia com o professor Gautam Ahuja, Cornell University, ele conta que um certo executivo de uma grande empresa cometeu um grande erro, e isto custou para a empresa cerca de 1 milhão de dólares. Após o fato ter estourado em toda a organização, o profissional procurou seu superior imediato e perguntou:

 – “Você não vai me demitir?”

O superior respondeu:

– “Claro que não, eu acabei de gastar 1 milhão de dólares para treinar você.”

Sendo assim, a postura em um ambiente de inovação precisa lidar com outros indicadores de performance.

A verdade é que muitos de nós – para não dizer a maioria – não temos este dinheiro todo para treinar alguém desta forma. A proximidade com o negócio e o cliente deve ser uma constância quase que diária e com isto “balizar” os nossos esforços nos projetos de inovação.

Cada vez mais precisamos segmentar nossos projetos. Desta forma, conseguimos nos especializar nas dores do mercado e buscar algo novo, entendendo os desafios e atritos do segmento e errando cada vez menos neste ambiente tão complexo em que estamos inseridos.

Precisamos mudar nosso mindset para promover a inovação

Neste novo cenário da inovação, as tarefas, processos e modos operandos que cada empresa executa para ter sucesso, tendem a ser exatamente o oposto do que precisa ser feito para inovar. (Lembre-se dos pilares!). Isso é o mesmo que dizer que quanto mais bem-sucedida a empresa, mais difícil se torna inovar. As empresas mais bem-sucedidas enfrentam o maior desafio de responder a “disrupção” digital?

Barreiras à inovação, para responder as mudanças no ambiente, existem em vários níveis simultaneamente – no indivíduo, entre indivíduos e entre equipes e no nível organizacional. O fato é que quando se desenvolve um foco inovador, em todos os processos de negócio da empresa, impulsiona com que todos trabalhem em prol do desenvolvimento de melhores práticas e da otimização do desempenho e da eficiência da organização.

Por fim, para prover a inovação as empresas devem ter processos que alcancem várias linhas de conhecimento e todos os setores. E, principalmente, ter a superação de desafios como objetivo final para quebrar certos paradigmas. E lembre-se: novo, útil e apropriado.

 



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