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28/07/2017 | 2 minutos de leitura

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Os pesquisadores da IBM desenvolveram uma tecnologia que pode gerar uma revolução no armazenamento de dados: pela primeira vez, eles conseguiram guardar uma informação em apenas um átomo. A descoberta abre caminho para a criação de discos rígidos de altíssima capacidade, já que os dispositivos atuais precisam de cerca de 100.000 átomos para armazenar um único bit.

O HD atômico da IBM é baseado no hólmio, um metal raro na Terra, minerado em países como China, Estados Unidos e Brasil. A produção do elemento químico é de apenas 10 toneladas por ano. Ele é estável, tem um campo magnético fortíssimo e faz parte da família das terras raras, que também inclui o neodímio (você já brincou com um ímã de neodímio?).

Como ele funciona? O hólmio pode ser unido a uma superfície de óxido de magnésio e recebe uma corrente elétrica por meio de uma agulha, que pode inverter os pólos norte e sul do átomo, mais ou menos como já acontece nos atuais HDs. Depois, é possível medir o magnetismo de cada átomo para descobrir em qual estado ele está. Um bit é 0 ou 1, então basta adotar norte como 0 e sul como 1 (ou vice-versa) e pronto.

A IBM sugere que sua tecnologia permitiria guardar o acervo de 35 milhões de músicas da iTunes Store em um disco rígido do tamanho de um cartão de crédito. Pense nas implicações que isso teria: poderíamos armazenar terabytes ou petabytes de dados em nossos smartphones, e o tamanho dos datacenters futurísticos seria drasticamente reduzido.

Isso não deve acontecer do dia para a noite, claro. O HD atômico da IBM funciona sob condições que tornam a tecnologia extremamente cara: ele opera a 5 Kelvin (–268,15 ºC), com resfriamento por hélio líquido, e necessita de vácuo extremo. Além disso, as fabricantes de HDs precisam descobrir como controlar a posição de cada átomo em uma nanoestrutura, o que exige equipamentos bem mais precisos que os atuais.

Mas o futuro é promissor.

O estudo completo foi publicado na Nature.
Originalmente publicado em: Tecnoblog


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