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02/12/2020 | 3 min de leitura

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Storytelling aplicado a produtos digitais: Entenda a técnica.

Tudo na vida é comunicação, seja ela falada, escrita, corporal e agora, mais do que nunca, também digital. Precisamos nos vender o tempo todo – seja essa venda uma ideia, um produto ou um projeto.

Quando estruturamos nossa comunicação ou mesmo planejamos o desenvolvimento de uma aplicação, há uma técnica bem simples, que ajuda a estruturar o pensamento na hora de montar a estratégia. E é unindo comunicação e desenvolvimento, que eu, Letícia Roveri, e o Thiago Honorato, vamos conversar com você hoje sobre storytelling aplicado a produtos digitais.

Vamos lá?

Quando pensamos em comunicação, é inevitável termos que lidar com algumas interrupções, que tiram a atenção da nossa audiência. Por isso, fica aqui a nossa primeira provocação: o quanto temos que ser interessantes para que o nosso público chegue até o final da jornada proposta?

Nossa sugestão é usarmos uma técnica de comunicação simples – mas que precisa ser bem orquestrada para funcionar: storytelling.

A definição que se costuma dar é que storytelling é a prática de se contar uma boa história. E este “boa”, na maioria das vezes, significa relevante. Ou seja, uma história que consiga reter a atenção do interlocutor – esteja ele onde estiver – e que, de preferência, fique na sua memória.

Podemos contar uma boa história que contenha três momentos básicos, que são:

  1. A apresentação dos personagens e o contexto deles;
  2. O surgimento de um problema a ser solucionado; e
  3. A resolução final desse problema.

Costumamos pensar que apenas produtos eletrônicos, como os games, contam histórias para os usuários, mas isso é um engano. Todo produto conta uma história, onde o usuário é o personagem principal. Não é por acaso que tratamos a experiência do usuário usando uma aplicação como jornada, onde o essencial é causar uma ótima experiência.

Nessa jornada o sistema pode ser um guia ou um assistente no caminho e vai proporcionar ao usuário todas as ferramentas necessárias para resolver o problema ou atingir os seus objetivos.

E não podemos esquecer do fator emoção. O usuário receberá vários inputs ao se deparar com um novo sistema e então, é esperado que tenha diversas sensações ao visualizá-lo e utilizá-lo. Assim, podemos exemplificar o que foi falado usando uma estrutura narrativa de três atos. Vamos ver cada ato e seus exemplos práticos?

Ato 1

No primeiro ato, foque no personagem central. Este é o momento em que a empatia é criada entre o sistema e o usuário. E é neste momento que o universo, as ferramentas e o caminho para se resolver o problema são apresentados ao usuário.

O sistema já deve conhecer os dilemas, dores, dificuldades e/ou aspirações do nosso personagem principal. Além disso, o que o sistema ainda não souber, deve utilizar a melhor técnica existente na atualidade: PERGUNTAR! Ou seja, precisamos sempre ter o usuário no centro de todas as nossas intenções, já que é nele e nas suas necessidades reais que precisamos focar quando desenvolvemos uma aplicação.

Em muitos casos, antes de inicializar completamente o sistema, pergunta-se ao usuário qual o contexto de uso, ou que tipo de usuário está usando a aplicação, para que ele – o sistema – possa se adequar melhor àquela situação e ao usuário. Alguns exemplos são os portais de investimentos ou de crédito que mostram ferramentas e ofertas dependendo do tipo de usuário, ou ainda, sistemas de design gráfico que perguntam ao usuário que tipo de design será realizado, apresentando assim, apenas as ferramentas necessárias para aquele tipo de objetivo.

Ato 2

No segundo ato é onde o engajamento do público é criado. No caso das aplicações, devemos nos preocupar com as facilidades e encantamento que geramos ao longo da jornada. Este ato constitui a maior parte da história – a usabilidade – e é onde o público fica ainda mais envolvido e investindo na aplicação e no resultado prático que ela pode trazer para a sua vida.

Exemplos poderosos, onde os sistemas convidam os usuários a atingirem seus objetivos, são os Call To Actions (botões de chamada para a ação) que disparam eventos, muitas vezes bastante complexos, e que são resolvidos em milésimos de segundos simplificando alguma atividade. Um exemplo bem interessante é o ato de se pedir um carro para transporte pessoal, com apenas um toque na tela. Um sistema emite um chamado para vários carros, mapeia sua localização e a dos motoristas, calcula quais as rotas mais próximas a você, o valor até o destino final, manda a confirmação do aceite da corrida por parte do motorista, mostra informações do motorista na tela e calcula o tempo da chegada dele até você. Simples assim, e em poucos segundos.

Tudo isso foi feito apenas com um toque na tela. Isso é ou não é fantástico?!

Ato 3

O último ato é a materialização da solução, ou seja, a resolução dos problemas do usuário. À medida que você se aproxima do terceiro ato, seu público está envolvido e ansioso para descobrir como sua solução ajudará o personagem de sua história – ou seja, ele – a atingir seu objetivo. Mas isso não significa que você terá que descrever uma solução complexa ou técnica.

Adicione nesse contexto o quesito segurança – fundamental quando pensamos em usar a tecnologia para simplificar as nossas vidas. São os feedbacks que trazem aquela sensação de dever cumprido, de alívio. São as famosas frases: “o pagamento foi realizado”, “a mensagem foi enviada”, o “relatório foi salvo”, ou ainda, “seu pedido foi realizado e está a caminho”.

Aqui a jornada se completa e nosso personagem, se teve boas experiências nesse universo eletrônico dos produtos digitais, vai estar pronto para novas aventuras do cotidiano.

Viu como fica simples encarar o desenvolvimento de sistemas e/ou produtos digitais com o uso e a prática do storytelling?

Esperamos que esse conteúdo traga aprendizados para você e que você consiga aplicá-los no seu dia a dia.
No que precisar, conte conosco!

Abraços,leticia


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