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Tendências e novidades sobre tecnologia e negócios

19/01/2021 | 2 min de leitura

AMcom

Conectamos pessoas à tecnologia para transformar vidas.

O uso de tecnologias como o RPA deverá apoiar negócios que buscam conquistar redução de custo e aumento de produtividade por meio da automação, com o uso dos trabalhadores digitais.

Na Europa nos séculos XVIII e XIX, a revolução industrial alcançou um alto índice de produtividade na produção de manufaturas. E alinhado à história, o mundo vem mostrando que estamos passando por mais um período de desafios e aceleração de adoção de novas tecnologias.

Atualmente somos aproximadamente 7,7 bilhões de pessoas, vivendo em um cenário de pandemia sem precedentes, que nos empurra para mais uma evolução em nossa história. De acordo com especialistas, estamos vivendo a quarta revolução industrial, onde a automatização terá um papel essencial, sendo um dos principais condutores desta evolução.

Então afinal: o que é RPA?

A sigla RPA significa, em inglês: Robotic Process Automation, o que pode ser traduzido livremente para Automação de Processos por meio de robôs. É importante esclarecer que não são robôs físicos (humanoides), como muitos pensam, mas sim softwares. Ou seja, são sistemas de computador que conseguem executar tarefas que nós, usuários de um sistema também executamos.

Para ficar mais claro, vamos exemplificar. Por exemplo, todo dia, a primeira tarefa do seu dia é enviar um e-mail com um anexo específico, para uma pessoa específica. Essa atividade, de certa forma, pode ser considerada como repetitiva, tirando a sua produtividade.

Assim, esta mesma atividade poderia ser executada por um robô (ou trabalhador digital), uma vez que é possível “ensinar” o sistema o passo a passo que deve ser feito até o envio correto do e-mail (clicar no sistema de e-mail, clicar em novo e-mail, clicar em assunto, escolher o remetente, anexar um arquivo e enviar). Esse simples uso da automação acaba facilitando o dia a dia e otimizando o tempo dos usuários de um sistema.

Assim, entende-se que as inovações deste novo período em que vivemos, como o RPA, precisam ser orientadas à redução de custo e ao aumento de produtividade, oferecendo às empresas, um certo fôlego para este período tão difícil.

Dessa forma, hoje, é possível utilizar a automação para processos e oferecer maior produtividade e assertividade para os negócios. Para isso, o Robotic Process Automation (RPA) vem sendo utilizado cada vez mais com a capacidade de executar tarefas e criar dezenas ou centenas trabalhadores digitais.

Um dos maiores benefícios para as organizações no uso dps robôs, ou trabalhadores digitais, é que estes podem executar inúmeras tarefas interruptamente. Isso acaba diminuindo a necessidade do contingente humano para atividades repetitivas, que não trazem prestígio à inteligência humana. Enfim, acredita-se que até 2024, as organizações reduzirão seus custos operacionais por meio da combinação de processos operacionais redesenhados e tecnologias de hiperautomação.

Por isso, é possível especular que os benefícios esperados pelos líderes de tecnologia em processos automatizados são:

  1. Reduzir a possibilidade de erros humanos;
  2. Prover qualidade nos dados gerados;
  3. Aumentar a produtividade das equipes e tarefas;
  4. Aumentar a disponibilidade das empresas;
  5. Diminuir o quadro de colaboradores;
  6. Priorizar atividades de alto valor ao negócio.

Então em um momento como o que vivemos, é crucial que as empresas sejam assertivas nas iniciativas tecnológicas!

Se você gostou do tema e quer se aprofundar mais, escute nossos especialistas no AMcast, o nosso podcast! No episódio “Desmistificando o RPA”, o nosso gerente de soluções, Michael de Oliveira explica como a sua organização pode se beneficiar do uso de RPA

E sabemos que além do RPA, uma outra sigla do mundo da automação também tem aparecido bastante, que é o RDA… Mas você saberia dizer qual a diferença entre os dois?

Como falamos antes, as empresas estão em uma busca incessante por melhorias de processos que aumentem sua produtividade e otimizem seus custos. E claro, essas empresas também já conhecem e, portanto, se sentem mais seguras para investirem em RPA.

Mas existe um outro tipo de automação de processos que vem ganhando muita popularidade nos últimos meses. Esse processo tende a aumentar ainda mais a sua popularidade no cenário em que vivemos, principalmente pelo fato deste processo atender particularidades que o RPA não atende. Então vamos explorar a diferença do RPA com o RDA.

O que é RDA?  

RDA significa, em inglês, Robotic Desktop Automation, ou então Automação Robótica de Desktop. No geral, a tecnologia consiste em artefatos de robotização de processos (similar ao RPA) mas que são pensados para possuir alguma interação humana no meio.

Ou seja, a maior parte do processo é robotizado, mas uma pequena parte ainda fica dependente de interação humana, seja para validar informações, realizar inputs de informações de alta cognitividade ou ainda, solicitar alguma aprovação manual durante o processo.

E como vimos anteriormente, o RPA então se diferencia por não contar com essa parte humana no processo de automatização.

Para você entender na prática, vamos exemplificar…

Pense em um processo de pagamentos, da área financeira de uma empresa, onde o robô seria responsável por buscar todos os valores que serão pagos via boleto no site de um banco. O robô ficaria responsável por buscar os títulos de pagamentos, validar se os códigos de boletos estão corretos e pagar no site do banco. Até aqui, todo o processo é automatizado.

Porém, acontece que muitos bancos têm medidas de segurança que exigem a interação humana, que pode ser via Token, recaptcha ou teclados virtuais. Mesmo que hoje já existam ferramentas que realizam a quebra desses validadores, o esforço no desenvolvimento acabaria tornando o benefício baixo e inviabilizaria a robotização.

Sendo assim uma solução interessante é implementar o RDA.  

Com isso o analista acompanharia a execução do artefato enquanto ele processa os dados e no momento da validação no banco teria apenas o trabalho de realizar o input do código do token, por exemplo. Assim, após essa pequena interação, o robô seguiria com os pagamentos até o final do processamento.

Além disso, para aproveitar o esforço, o analista poderia validar durante o processamento se existe algum boleto que foi lançado com a data de vencimento incorreta ou com uma diferença de centavos, por exemplo. Essa “dupla” de trabalho é extremante eficaz para o aumento da performance e até mesmo otimização de custos das empresas. Isso porque estas falhas acontecerão cada vez menos e os erros em boletos serão vistos mais cedo, podendo causar algum tipo de retorno do pagamento desse título no banco.

Interessante não? Então se você ficou curioso para entender mais, entre em contato conosco! Ainda assim, achamos pertinente falarmos um pouco sobre as ferramentas de RDA existentes no mercado.

Ferramentas de RDA  

A principal ferramenta de RDA no mercado hoje é o Pega System, sendo que algumas outras, menores, também vêm ganhando seu espaço, como a Helpsystems. Também é possível realizar artefatos com interação humana utilizando ferramentas de RPA como as da Uipath, Automation Anywhere ou Blueprism.

A principal diferença das ferramentas próprias de RDA é que elas possuem funcionalidades específicas e muito interessantes na questão da integração humana. Um exemplo muito prático é a possibilidade de bloquear o botão de salvar caso o usuário esqueça de preencher alguma informação crítica e cognitiva no processo. Isso auxilia ainda mais nas questões de erro humano, quase que os impossibilitando.

Como comentamos no início, a vantagem do RDA é justamente que estes robôs realizam processos que os robôs de RPA não conseguem ou não são indicados.

Ainda assim, num momento em que muitas empresas estão olhando para robotização de processos, acredito que ambos: RPA e RDA não só podem como devem andar juntos. Assim as empresas conseguem atender ainda mais processos, clientes e fornecedores, impactando diretamente na produtividade dos times e no aumento das receitas da organização.

E assim como no caso do RDA, que foi utilizado na área financeira do nosso cliente, o RPA também pode ser aplicado em áreas específicas, ou ainda em setores da economia, como é o caso do agronegócio! Entenda melhor:

Como todo resultado tem uma estratégia por trás, acreditamos que a adoção de tecnologia no agronegócio é o fator que mais tem contribuído para os excelentes números conquistados durante o ano de 2020.

Afinal, as possibilidades são múltiplas: tecnologia para análise de solos, fertilizantes, sementes, monitoramento, controle de pragas, defensivos e até mesmo máquinas inteligentes têm sido utilizadas, sendo estes os principais responsáveis por este alto desempenho do setor.

Percebe-se então, que com o uso de RPA, agora o Agro caminha para a tão falada “transformação digital”!

Grandes players do setor têm investido em startups, enquanto uma outra grande fatia tem formado comitês de inovação tecnológica, para que possam assim, virar a chave e acompanhar o mercado que não para de crescer nesta nova etapa.

O fato é tão verdade que despertou o crescimento acelerado de startups no Brasil. A Radar AGTech Brasil 2019, uma pesquisa realizada pela SP Venture, EMBRAPA e Homo Lundes Research and Consulting, registrou 1.125 novas startups de agronegócio. Estas são segmentadas em antes, dentro e depois da porteira e trazem as mais variadas soluções em toda a jornada do agronegócio.

Muitos ERP’s de mercado (e os caseiros também) vêm tentando buscar formas de “surfar esta mesma onda”. Após algumas tentativas, estes percebem que sozinhos não irão conseguir. E é aí que buscam fortalecer o mercado através de parcerias, para que possam entregar soluções que realmente resolvam o problema do cliente como um todo e não apenas partes dele.

Porém no meio de tantas opções e disponibilidade de tecnologia focadas na agroindústria, o consumidor do setor (produtores, cooperativas, distribuidores, agroindústria, logística etc.) acaba carregando consigo um grande desafio: integrar soluções de forma que não precisem aumentar seu custo com pessoas.

E isso nos leva ao tópico que estamos falando: A tal da automatização de processos, no agronegócio.

Esta movimentação, em busca da inovação contínua e da automatização, é natural! Afinal, no campo também contamos com novas gerações, que nasceram com um celular na mão. Essa mesma geração entende que a tecnologia não é utilizada apenas para jogos, filtros nas redes sociais e vídeos, mas sim para trazer o resultado esperado. Em tempo, arriscamos dizer que esta geração tem sede por tecnologia, mas apenas àquelas bem empregadas, que mostrem valor e tragam resultados positivos

Então, felizmente, hoje podemos contar com estas três letrinhas que têm salvado a lavoura: RPA (Robotic Process Automation).

Assim, rotinas do agro que antes aconteciam de forma padronizada e com uma periodicidade relevante agora justificam uma automação, para que a empresa deixe de usar pessoas para executar tais tarefas.

Mas não se preocupe! Porque o uso do RPA não tomará o trabalho de todos nós, como já discutimos neste podcast! Mas basicamente, a adoção desta nova tecnologia aproxima o agronegócio do futuro, tornando o sonho do setor, de ser mais digital, uma realidade.

De certa forma, o RPA atua então de forma a auxiliar o produtor no controle dos seus processos, programando ações e entendendo a melhor forma de utilizar os recursos disponíveis, evitando desperdícios. Em um exemplo bem aplicado ao setor, a tecnologia pode contribuir diminuindo falhas no processo de colheita e plantio e até na sazonalidade, apontando possíveis perda de qualidade.

Assim, algumas vantagens do uso do RPA no agro, podem ser destacadas:

  1. Maior conhecimento de fenômenos que podem influenciar o plantio e a colheita;
  2. Maior controle do processo;
  3. Rapidez na colheita e seleção de produtos (por meio do peso e formato);
  4. Auxílio para evitar perdas e controlar a qualidade.

E é claro que o RPA não é a única tecnologia que vem sendo muito utilizada no setor. Então se você quiser ficar por dentro das inovações que vem acontecendo, o nosso Diretor de Produto, Anísio Iahn teve uma conversa muito produtiva com o pessoal da Cocamar e da MPrado sobre o tema. Confira nesse episódio do AMcast!

E por fim…

A adoção de processos de automatização como o RPA e também o RDA, tem seus desafios como a definição de ferramentas, metodologias e processos. Porém, uma vez que estes desafios sejam ultrapassados, a automatização poderá ajudar a diferenciar as iniciativas vitoriosas.

Entendemos então, que neste momento, as novas tecnologias devem ser estratégicas para alcançar redução de custo e aumento de produtividade, sempre por meio de soluções inteligentes que façam a empresa evoluir.

Ficou curioso para ver o RPA na prática, ou quer entender como ele beneficiaria a sua empresa? Entre em contato com os nossos especialistas e agende uma conversa!


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